segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Porra mundo!

Porra mundo!

Porra, mundo
logo quando o céu meu presenteia os sentimentos mais belos
tu me inspira os sentimentos mais imundos
pensamentos profanos, memórias dos danos
balde de gelo, cavalo troiano
quase, quase mudo meus planos
no auge da minha força, me lembro o quanto sou frágil
mas só é forte aquele que triunfa sob suas próprias fraquezas, diria o sábio
é mundo ...
que que fizeram contigo, meu amigo?
quando é que nossa relação foi correr tanto perigo?
hoje é tanta preguiça, ontem era tanto motivo
mesmo entre tantos "te Amos", ouvem-se tantos "duvido"
quando foi que trocamos o Amor pelo que temos, pela ganância do que não precisamos?
hoje, pouco dançamos pra celebrar a Vida
a não ser em ambientes de pouca luz e muita bebida
aos poucos nos tornamos mestres em decepcionar as pessoas que nos amam
nos enchemos de adornos rasos, na intenção de suprir o vazio
até enxergarmos que por essa via
é pouco casaco, pra muito frio
mas e engraçado, mundo ...
quando nos livramos dessas coisas vazias, chamam-nos de malucos
a Vida nos dá Amor e tira nossa sorte no truco
nos presenteia haréns e nos torna eunucos
e não se tem mais fé no sonho, se esse sonho não dá lucro
mas o que de fato é o lucro, mundo?
o "mundo de hoje em dia", provavelmente nos diria
que a multiplicação de bens materiais bastaria pra explicar esse tópico
e que qualquer outro jeito de se viver é utópico
percebemos que quanto mais perguntamos ao mundo
mais confusos ficamos
talvez seja porque hoje em dia
mais copiamos do que inventamos
mais especulamos do que experimentamos
mais prendemos do que libertamos
mais julgamos do que aceitamos
mais estragamos do que reparamos
e confesso
que na contagem do infinito, tu quase me engana por poucos segundos
mas me lembro que não é o mundo que inventa as pessoas

são as pessoas que inventam o mundo ...

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